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4ª Residência Artística Vilarejo 21 - Espaço em Fluxo

sex., 06 de jun.

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Brasília

Acompanhamento crítico curatorial com Christus Nóbrega, exposição na Casa Niemeyer, alimentação, acompanhamento técnico, oficinas e conversas com Gero Tavares, Miguel Simão, Ana Miguel, Prahalada Hargreaves, Rafael Marques, Sofia Rodrigues Barbosa e Lelia Lofego

4ª Residência Artística Vilarejo 21 - Espaço em Fluxo
4ª Residência Artística Vilarejo 21 - Espaço em Fluxo

Horário e local

06 de jun. de 2025, 19:00 – 15 de jun. de 2025, 17:00

Brasília, Rua 7 CH 21 Cs 7 - Brasília, DF, 71681-991, Brasil

Sobre o evento

4ª Residência Artística do Vilarejo 21 - Espaço em Fluxo


Local: Sede do Vilarejo 21, Altiplano Leste

Data: junho e julho de 2025

Exposição: agosto, Casa Niemeyer


Resumo

Como o objeto de arte interage com seu ambiente e com os corpos que o observam? A 4ª Residência artística do V21 traz como proposta a instalação em tempos em que as modificações e atualizações das ferramentas e recursos artísticos são constantes. Hoje, a ocupação de espaços expositivos, convida a hibridização de linguagens artísticas, a imaterialidade da arte e as reflexões sócio-políticas sobre o espaço. 

Reivindicamos dessa vez o espaço institucional, e nos permitimos a existir no lugar da experimentação, convidando o público a ativar o objeto artístico e imergir dentro da obra de arte.


O programa abrange

  • Acompanhamento crítico e curatorial com Christus Nóbrega; Conversas com Gero tavares, Miguel Simão e Ana Miguel; Material referencial; Oficinas práticas; Acompanhamento técnico; Alimentação;

  • Durante os 6 dias as/os artistas residentes participarão da programação completa listada abaixo; No mês seguinte os artistas terão encontros com o Crítico/curador e com o Acompanhador técnico.

  • A equipe do Vilarejo 21 será responsável pela programação, organização e coordenação da Residência, materiais de referência, mediação nos processos técnicos e de criação, cardápio temático, divulgação e produção da exposição final;

  • Os trabalhos desenvolvidos serão expostos na Casa Niemeyer, localizada no Park Way


Viabilização

Residência Artística: R$ 1.500  por residente

Neste ano as duas vagas sociais são reservadas para alunos regulares da Universidade de Brasília, as vagas serão selecionadas por análise de cartas de intenção enviadas pelos interessados para o email vilarejo21@gmail.com até o dia 30/04


Programação



Julho - Produção dos trabalhos, 

Durante o mês de produção, os residentes participarão de mais 3 encontros:

  • 05/07 Encontro com Curador/Crítico Christus Nóbrega, dando continuidade ao acompanhamento e apresentando os trabalhos em produção

  • 06/07 Encontro com Rafael Marques para acompanhamento técnico e resolução de problemas 

  • 26/07 Encontro com Curador/Crítico Christus Nóbrega para apresentação dos trabalhos finalizados e definições de expografia.

Os residentes participarão da montagem da exposição e poderão acompanhar parte das etapas que envolvem a produção de uma exposição.


*** Devido ao número limitado de vagas não faremos reserva ou devolução do valor para participantes inscritos


Ficha técnica


Acompanhamento crítico e curatorial com Christus Nóbrega

Artista e Professor do Departamento de Artes Visuais (VIS) da Universidade de Brasília (UnB). Doutor e Mestre em Arte Contemporânea pela UnB. Leciona e orienta nos cursos de Pós-Graduação em Artes da mesma instituição. Vem participando regularmente de exposições nacionais e internacionais. Recentemente fez individuais no Centro Cultural do Banco do Brasil (2017/2018) e na Bienal de Curitiba (2018). Tem obras em acervos e coleções privadas e institucionais, a exemplo da Fondation Cartier (Paris), CAFA (Pequim), Embaixada do Brasil na China e Austrália, Museu de Arte do Rio (Rio de Janeiro), Museu Nacional (Brasília), entre outros. Autor de livros e artigos científicos na área de artes e arte/educação. Premiado pelo Programa Cultural da Petrobras (2004 e 2011) e pelo Museu da Casa Brasileira (2004). Indicado ao Prêmio PIPA (2017 e 2019). Em 2015, representou o Brasil na China pelo Programa de Residência Artística do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Em 2019, pelo mesmo programa, representou o Brasil na Austrália que resultou em exposições individuais no país e atual projeto de pesquisa internacional com a Australian National University.


Exposição na Casa Niemeyer

Projetada por Oscar Niemeyer para servir de moradia para ele e sua família durante o período em que viveram em Brasília, a Casa Niemeyer - situada no Park Way - se tornou patrimônio da UnB em 1980.

Em agosto de 2017, sob a gestão da DDC/DEX, foi reinaugurada como espaço cultural e, a partir daí, o espaço, que possui uma atmosfera bucólica e foi concebido dentro dos moldes da arquitetura colonial, num contraste com os princípios arquitetônicos defendidos por Niemeyer, vem sendo ocupada por grandes exposições de arte contemporânea, nacionais e internacionais, como as “Concrete Spring”, “Brasília extemporânea” e “Triangular: arte deste século”, residências artísticas, além de outros eventos como palestras, saraus, oficinas de arte, debates e apresentações musicais.


Conversa com Gero tavares

Diretor criativo do Studio Tavares, com formação multidisciplinar em Arquitetura, Publicidade e Marketing e Moda, atua em várias vertentes da Arquitetura até o Cinema. Atuante no Design e Arquitetura, desde 1998, em projetos residenciais, comerciais e de merchandising, com participação ativa em grandes mostras de decoração como a CASACOR Brasília, o MORAR MAIS POR MENOS Brasília e alguns prêmios de mobiliário, como vencedor do prêmio Abradi 2011. Sendo o merchandising uma das suas áreas de atuação, desenvolveu trabalhos para renomadas marcas como MAINLINE, BONTEMPO, TODESCHINI, VELOSO DESIGN, e atualmente trabalhando na curadoria de mobiliário de design brasileiro para MAMACASA em Sydney – Austrália. Vale ainda destacar, a atuação no cinema como diretor de arte em curtas metragens premiados internacionalmente como o filme Acalanto(2012). Este filme, do diretor Arturo Saboia, filmado no Centro Histórico de São Luiz/MA, teve o seu lançamento no Festival de CANNES 2013 e no Festival de GRAMADO 2013, onde foi premiado com o Kikito pela direção de arte e mais outras quatro categorias.


Conversa com Miguel Simão

Miguel Simão é escultor, desenhista, joalheiro, ferreiro e cronista, formado em Pintura pela Universidade de Brasília (1991). Desde 1993, é professor de escultura no Departamento de Artes Visuais da UnB, onde, além de ensinar, destaca-se como pesquisador de processos escultóricos e desenvolvedor de equipamentos e instrumentos voltados para o fazer artístico. Como agente cultural e fomentador das artes em Brasília, Miguel, ao lado de sua companheira Andreza Barbosa, criou um espaço cultural que inclui ateliê e galeria de arte abertos ao público, promovendo atividades artísticas e culturais sem fins lucrativos, com o intuito de fortalecer a cena local. Sua obra reflete uma dedicação constante a práxis da escultura, sempre explorando o diálogo entre o objeto e o espaço público. Essa abordagem o levou a conceber o Projeto Escultura para o Espaço Público, ligado à disciplina Escultura 2 na UnB, além de ter fundado a Galeria de Arte Espaço Piloto em 2005, que ainda hoje é um marco no ambiente artístico da universidade


Encontro Virtual com Ana Miguel 

Ana Miguel elabora a matéria de seu trabalho a partir da investigação das relações humanas, da literatura, das palavras, dos desvios, dos deslizamentos de sentido e das experiências do tempo e dos afetos. Sua prática examina diferentes aspectos da vida, ambicionando a amplificação de sutilezas e intensidades, frequentemente a partir de elementos que exortam forças germinativas universais. Nascida no Rio de Janeiro, em 1962, onde atualmente vive e trabalha, a artista inicia sua prática com investigações em gravura que, a partir dos anos 1980, metamorfoseiam-se em trabalhos tridimensionais e instalações. Durante os anos 1990, mora em Barcelona, na Espanha, onde foi outorgada com uma bolsa-trabalho da Fundació Pilar i Joan Miró (1996). Faz parte do coletivo Tupinambá Lambido e, no biênio 2016-18 integrou o Ateliê Coletivo, oferecendo oficinas de serigrafia em escolas ocupadas, manifestações e espaços de resistência no Rio de Janeiro. Junto de Brígida Baltar, Marcelo Campos e Clarissa Diniz, conduziu ainda o curso Conversas de Arte, realizado de 2016 a 2020 na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Participou de numerosas exposições coletivas dentro e fora do Brasil, dentre as quais ressaltam-se a 25ª Bienal de São Paulo (São Paulo, 2002), II Bienal do Mercosul (Porto Alegre, 1999), A cor do Brasil (Museu de Arte do Rio, RJ, 2015), A/MAZE (La Tréfilerie, Bélgica, 2004), Infância Perversa (MAM-RJ, MAM-BA, 1995) e Kunstlieche Liebe (Kulturzentrum Kammgarm, Alemanha, 2002).


Prática de interatividade, circuitos básicos - Prahalada Hargreaves

Prahlada é artista visual eletrônico e técnico-fabricator, formado pela Universidade de Brasília.

Pesquisa, coleciona e fabrica objetos eletrônicos, mecânicos e sonoros.

Utiliza modelagem digital, impressão 3D, escultura e circuitos em seus trabalhos.


Acompanhamento técnico e Prática de marcenaria tempestiva: Rafael Marques

Nasceu, vive e trabalha em Brasília, Brasil. Em sua pesquisa, Rafael utiliza diversas mídias e linguagens tais como a gravura, a música, a luthieria, a pintura entre outras, para explorar o caráter controverso/duvidoso das relações entre o ser e suas percepções sobre si mesmo e o outro, por meio da provocação de estranhezas. Participou de exposições como Para onde foi a espessura da carne? (2022) no Museu Nacional da República – Brasília/DF; OBRA XEROX (2023) no Museu de Arte de Brasília – Brasília/DF; e do Prêmio e exposição Transborda Brasília 4ª edição (2023) no Caixa Cultural de Brasília – Brasília/DF. Atualmente é impressor de gravura e sócio fundador do Vilarejo 21. Como artista investiga a "violência contra rato tudo bem" conjunto de trabalhos que vem sendo desenvolvido desde 2021, instigados por vídeos do tipo "ratting". A violência gratuita compartilhada , os processos de monetização desse espetáculo e as analogias entre o rato e o ser humano são alguns dos temas abordados em suas obras.


Disparos antropológicos, outros espaços de viver: Lelia Lofego

É doutora em Antropologia pela UnB, com especializações em Arteterapia na saúde e na educação; Artes visuais: cultura e criação; Arte educação. Autora do livro A Fala do Infante: Voz Crítica e Criativa, editora Dialética. Trabalhou por 27 anos no SARAH, Rede de Hospitais de Reabilitação, na Unidade de São Luís, MA, como pesquisadora e coordenadora de programas de arte educação junto a crianças, e de arte reabilitação junto a pacientes, com foco nas descobertas e exploração dos potenciais e processos de criação. Participou dos cursos: Leituras da Arte do Brasil, MASP. Experiências Gráficas: Narrativas cotidianas; Curadorias e seus Métodos: Núcleo de Estudos Críticos e Curatoriais; Colagem como forma de pensamento, EAV Parque Lage. Colagem: Entre os fragmentos e a criação de novos mundos, Tomie Ohtake. Escrita para criança, Sala Tatuí. Caminhos da Arte Indígena Contemporânea, MAM-SP. Arte Africana, Centro Cultural Vale-MA. Laboratório de Curadoria, A Pilastra. Participou do acompanhamento curatorial e/ou oficinas de processos de criação, nos projetos/exposições do Vilarejo 21: Sob Peles e Casas, Dentre o Físico-Digital, As histórias que nos movem, Eu e minhas Outras, Totens das CriOnças, Coletivo deColagem.


Cardápio, convívio à mesa: Leticia Lofego

“Não tenho formação acadêmica que me legitime nessa função… O que me legitima é a minha vida. Sou autodidata em quase tudo que faço. Depois de me formar em Administração, nunca mais fiz qualquer curso, o que não significa falta de aprendizado. Aos 4 arrumei a mala e fui até a esquina. Voltei, a bagagem era ainda incipiente. Aos 21 fui para Alemanha sem sequer falar o tal inglês, mas já com uma mala pesada. Lá passei 3,5 anos e voltei falando alemão, não inglês. Mas não é como andar de bicicleta, não… a gente esquece. Aos 28 já rabiscava o projeto da minha primeira casa, daí até hoje, já foram 12… Entre uma e outra, comecei a chafurdar na lama e desenterrei preciosidades, que com lixa e verniz se transformaram no sapatinho de cristal… daí a venerar o reuso foi um pulo! Meu primeiro enfeite da mesa de centro da sala, foi uma panela velha, sem alça, que cobri de papier marché, daí pro reuso foi outro pulo! Não há coisa que faça sem comprometer o reuso, esse casamento é pra vida toda. Me tornei ecológica na época em que chamavam isso de pão duragem. Aos 14 confundi o meu primeiro fio de cabelo branco com um fio de nylon, ingenuidade, por volta dos 30 era desleixada, hoje cabelo branco me dá status de empoderada. Acho chato sair de casa, então criei o hábito de procurar o que se precisa por aqui mesmo… É difícil de achar… vamos ser práticos e inverter esse negócio: Achei isso, e com isso que achei aqui, vou fazer aquilo alí. Começar a partir de alguma coisa é continuar, continuar é coautoria, é econômico, educado e benéfico. - E agora José? - V21!”


Organização e Projeto: Sofia Rodrigues Barbosa

Artista visual, designer e produtora cultural brasiliense. Com linguagens e técnicas múltiplas, trabalha usando tecnologias novas, ultrapassadas e apropriações como insumo para suas obras. A sensibilidade do seu trabalho se situa nos temas abordados recorrentemente, como o íntimo, o amor e as relações humanas. Bacharel em Artes Visuais pela Universidade de Brasília (UnB) e pós graduada em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e em Linguagens da Arte Contemporânea pela FAAP. É co-fundadora do Vilarejo 21, espaço independente de arte, criatividade e cultura em Brasília e editora, gestora educacional e designer no Festival do Minuto. Participou de exposições como: SUPERCRIATIVIDADE, FILE Festival (Centro Cultural FIESP em São Paulo, 2022), ObraXerox (Museu de Arte de Brasília, 2023), ObraTextil (MAC Niterói. Niterói-RJ 2024), Panorama 5 - CIACT-SAD09 (Centro Cultural UFMG - Belo Horizonte 2024), Sulear, A hora e a vez do sul global (Museu dos Correios. Brasília-DF 2024) entre 2022 e 2023 ocupou a Alfinete Galeria com o trabalho Verborragia.


*** Devido ao número limitado de vagas não faremos reserva ou devolução do valor para participantes inscritos

Inscrições

  • Inscrição

    R$ 1.500,00
    + R$ 37,50 de taxa de serviço de ingresso
    Início das vendas: 11 de abr., 00:10

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