Grupo de Acompanhamento Crítico com Renata Azambuja - Rotas de Invenção
sáb., 14 de set.
|Brasília
Para estar ou ficar junto a alguém, de maneira crítica e atenta. Abordagens estéticas, contexto, história e cultura, narrativa visual, materialidade e conceito.


Horário e local
14 de set. de 2024, 15:00 – 14 de dez. de 2024, 18:00
Brasília, Altiplano Leste, Rua 7 - CH 21 Cs 6 - Paranoá, Brasília - DF, 71681-991, Brasil
Sobre o evento
Vilarejo 21 apresenta:
Grupo de Acompanhamento Crítico com Renata Azambuja, Rotas de Invenção
Local: Vilarejo 21, Altiplano Leste
Data: Setembro de 2024 a dezembro de 2024
Exposição: no Vilarejo 21 em Março de 2025
Vagas limitadas
Resumo
Para estar ou ficar junto a alguém, de maneira crítica e atenta, o Vilarejo 21 apresenta o Grupo de Acompanhamento Crítico - Rotas de Invenção com Renata Azambuja. O olhar observador do acompanhante, sua escuta e sua fala fornecem perspectivas crítico-analíticas sobre o processo de pesquisa em objetos de arte e auxilia artistas com diferentes trajetórias a aprofundarem camadas de significação na compreensão conceitual e poética do que é produzido.
Esse acompanhamento acontece com um pequeno grupo, que se reunirá semanalmente no Vilarejo 21. Os encontros estruturam trocas e lançam olhares críticos sobre a abordagem estética, o contexto histórico e cultural, a narrativa visual, a materialidade e algumas questões conceituais relacionadas às pesquisas de cada artista participante.
O programa abrange:
- Acompanhamento crítico com Renata Azambuja, com 10 encontros ao longo de 3 meses
Rotas de invenção é soma de momentos voltados para o desenvolvimento de produções artísticas, com orientação e mediação de Renata Azambuja. Por meio de encontros coletivos (apresentação de portfólios, aulas expositivas, debates e exercícios) e atendimentos individualizados, o que se propõe é provocar reflexões sobre linhas de pensamento existentes, acompanhar processos em andamento e instigar a idealização de diferentes abordagens.
- Ferramentas artísticas com Vilarejo 21, 2 encontros ao longo de 1 mês
Ferramentas artísticas propõem possibilidades e estruturas para uma atuação profissional dentro do meio das artes. Os encontros são organizados com diálogos, apresentações e exercícios sobre assuntos que permeiam uma exposição e/ou uma obra de arte.
- Exposição final,
Os trabalhos desenvolvidos serão expostos coletivamente no Vilarejo 21 ao final do programa. Os participantes são convidados a integrar a montagem da exposição, pensar sobre uma expografia coletiva e participar de uma roda de conversa sobre as produções e processos envoltos ao grupo.
Datas e Horários:
Horário dos encontros: Sábados de 15h às 18h
Dias programados por mês:
- Setembro - 14, 21 e 28/09
- Outubro - 5, 19 e 26/10
- Novembro - 9, 16, 23 e 30/11
- Dezembro - 7 e 14/12
*não haverá encontro nos feriados: 07/09 12/10 e 02/11
- Exposição - 15 à 29/03/2025
Viabilização
O acompanhamento é aberto a artistas, músicos, arquitetos, designers, e todos os profissionais interessados em um aprofundamento sobre sua produção.
Valor: 4x 600 reais
1 vaga social, a seleção é feita mediante o envio de portfólio para: vilarejo21@gmail.com até 30/08.
** Devido ao número limitado de vagas não faremos reserva ou devolução do valor para participantes inscritos
Sobre Renata Azambuja
Renata Azambuja é pesquisadora em história e teoria da arte, curadora e arte educadora. É funcionária da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal desde 1991. Atualmente integra equipe da pasta de Arte-Educação na Gerência de Arte Ambiental, Patrimonial, Língua Estrangeira e Arte – GEAPLA/SUBIN, co-coordenando o projeto Territórios Culturais. Atuou, de 1999 a 2011, como professora colaboradora de disciplinas dos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Artes Visuais no Instituto de Artes da Universidade de Brasília-UnB pelo convênio SEEDF/FUB. De 2012 a 2015 exerceu a função de Coordenadora Intermediária de Ensino Médio na SEEDF. De 2014-2020 foi coordenadora de Artes Visuais do Núcleo de Arte do Centro-Oeste - NACO, localizado em Olhos d’água, GO.
É licenciada em Artes Plásticas pela UnB, bacharel em Biblioteconomia e Documentação pela UnB e Mestre em Teoria e História da Arte Moderna e Contemporânea pelo City College of the City University of New York, onde defendeu a dissertação Cildo Meireles: A Física do Espaço Social. Doutora em Teoria e História da Arte pelo Instituto de Arte da Universidade de Brasília, onde defendeu a tese Dobras Curatoriais: a residência artística como lugar de prática, cujos temas de investigação são a curadoria, a residência de arte e os novos institucionalismos. Desempenhou a função de assessora de Artes Visuais na Secretaria de Cultura do DF de 1997 a 1998, produzindo uma série de eventos, entre eles as exposições de Enzo Cucchi; Yoko Ono; Goya e Ernesto Neto.
A curadoria que deflagrou sua pesquisa como curadora foi a idealizada para a exposição Arquivo Brasília Cidade Imaginário, realizada em maio de 2010, no Espaço Cultural Marcantônio Villaça em Brasília/TCU. Desde então seguiram-se essas curadorias: Dragão Floresta Abundante 3ª versão – CCJF/RJ; TerraConcreto, com trabalhos de Adriana Vignoli, César Becker e Matias Mesquita. CCTCU/Brasília, abr.-ago. 2024; Do Chão para o Chão, de Helena Lopes.(Villa Mandaçaia/SP; Galeria UNIBES/0SP e MuN/Bsb), set-out.2023; Iracema Barbosa, Textura dos Afetos, Galerias 2 e Térreo do Museu Nacional, com a participação de Bárbara Paz, Cecília Lima, Gisele Lima, Gustavo Silvamaral, José de Deus e Luciana Ferreira, 2023; Estratégias para o naufrágio: rumo azul e outras manobras, de André Santangelo, mezanino do Museu Nacional da República, agosto a outubro de 2022; Extraclasse, exposição com trabalhos de Luiz Olivieri, CCBB, março 2022; Experiência Olhos d’água: processos em residência artística, Galeria Casa, set. 2019; Urômelos, Coelhinhos e Quimeras: trabalhos recentes de Antônio Carlos Elias; Museu Correios ag/set 2018; Entretempos: Lino Valente; Galeria deCurators, ago. 2018; entre outras.
https://www.escritosdecuradoria.com/
Sobre o Vilarejo 21
O Vilarejo 21 é um espaço independente de arte, criatividade & cultura, localizado em uma chácara no Altiplano Leste, em Brasília, inaugurado em 2022. Acolhemos um público diverso, interessado em sair da rotina, criar e fruir arte. Com o interesse e objetivo de fomentar a produção artistica do Distrito Federal, atuamos nas áreas de pesquisas, projetos, residências, produções e exposições de artes visuais; arte educação, oficinas de criação, gravura, design e publicações.
Sobre a Equipe do Vilarejo 21
Lelia Lofego Lelia Lofego, 1963, é doutora em Antropologia pela UnB, com especializações em Arteterapia na saúde e na educação; Artes visuais cultura e criação; Arte educação. Autora do livro A Fala do Infante: Voz Crítica e Criativa, editora Dialética. Trabalhou por 27 anos no SARAH, Rede de Hospitais de Reabilitação, na Unidade de São Luís, MA, como pesquisadora e coordenadora de programas de arte educação junto a crianças, e de arte reabilitação junto a pacientes, com foco nas descobertas e exploração dos potenciais e processos de criação. Participou dos cursos: Leituras da Arte do Brasil, MASP. Experiências Gráficas: Narrativas cotidianas; Curadorias e seus Métodos: Núcleo de Estudos Críticos e Curatoriais; Colagem como forma de pensamento, EAV Parque Lage. Colagem: Entre os fragmentos e a criação de novos mundos, Tomie Ohtake. Escrita para criança, Sala Tatuí. Caminhos da Arte Indígena Contemporânea, MAM-SP. Arte Africana, Centro Cultural Vale-MA. Laboratório de Curadoria, A Pilastra. É sócia cofundadora do Vilarejo 21, espaço de arte, criatividade e cultura. Participou do acompanhamento curatorial e/ou oficinas de processos de criação, nos projetos/exposições do Vilarejo 21: Sob Peles e Casas, Dentre o Físico-Digital, As histórias que nos movem, Eu e minhas Outras, Totens das CriOnças, Coletivo deColagem. Coordena no Vilarejo 21 os coletivos: deColagem, e Colagens Antropo(i)lógicas.
Sofia Rodrigues Barbosa é artista visual, designer e produtora cultural brasiliense. Com linguagens e técnicas múltiplas, trabalha usando tecnologias novas, ultrapassadas e apropriações como insumo para suas obras. A sensibilidade do seu trabalho se situa nos temas abordados recorrentemente, como o íntimo, o amor e as relações humanas. Bacharel em Artes Visuais pela Universidade de Brasília (UnB), pós graduada em Marketing e Mídias Digitais pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pós graduanda em Arte Contemporânea e Cinema pela FAAP. É designer e gestora educacional no Festival do Minuto, co-fundadora do Vilarejo 21, onde está a frente da Editora V21, com foco em catálogos, livros de artistas e publicações infantis, é responsável pela produção geral, elaboração e comunicação visual dos projetos do Vilarejo 21. Participou de exposições como: Panorama 5, CIACT-SAD09 (Centro Cultural UFMG, 2024), SUPERCRIATIVIDADE, FILE Festival (Centro Cultural FIESP em São Paulo, 2022), ObraXerox (Museu de Arte de Brasília, 2023), Caderno Obra (O Lugar, Arte Contemporânea no Rio de Janeiro, 2022), Sob Peles e Casas (Casa da Cultura da América Latina em Brasília, 2021), Baleia, Tempo Circular (Publicado em Brasilia, 2020). Em 2022 participou do Programa de Desenvolvimento Poético no Atelier Helena Lopes, e entre 2022 e 2023 ocupou a Alfinete Galeria com o trabalho Verborragia.
Rafael Marques Rafael Marques nasceu, vive e trabalha em Brasília, Brasil. Em sua pesquisa, Rafael utiliza diversas mídias e linguagens tais como a gravura, a música, a luthieria, a pintura entre outras, para explorar o caráter controverso/duvidoso das relações entre o ser e suas percepções sobre si mesmo e o outro, por meio da provocação de estranhezas. Participou de exposições como Para onde foi a espessura da carne? (2022) no Museu Nacional da República – Brasília/DF; OBRA XEROX (2023) no Museu de Arte de Brasília – Brasília/DF; e do Prêmio e exposição Transborda Brasília 4ª edição (2023) no Caixa Cultural de Brasília – Brasília/DF. Atualmente cursa graduação em Artes Visuais pela Universidade de Brasília (UnB), é impressor de gravura e sócio fundador do Vilarejo 21, um espaço de produção e fomento à arte, criatividade e cultura em Brasília.
Leticia Lofego Não tenho formação acadêmica que me legitime nessa função… O que me legitima é a minha vida. Sou autodidata em quase tudo que faço. Depois de me formar em Administração, nunca mais fiz qualquer curso, o que não significa falta de aprendizado. Aos 4 arrumei a mala e fui até a esquina. Voltei, a bagagem era ainda incipiente. Aos 21 fui para Alemanha sem sequer falar o tal inglês, mas já com uma mala pesada. Lá passei 3,5 anos e voltei falando alemão, não inglês. Mas não é como andar de bicicleta, não… a gente esquece. Aos 28 já rabiscava o projeto da minha primeira casa, daí até hoje, já foram 12… Entre uma e outra, comecei a chafurdar na lama e desenterrei preciosidades, que com lixa e verniz se transformaram no sapatinho de cristal…daí a venerar o reuso foi um pulo! Meu primeiro enfeite da mesa de centro da sala, foi uma panela velha, sem alça, que cobri de papier marché, daí pro reuso foi outro pulo! Não há coisa que faça sem comprometer o reuso, esse casamento é pra vida toda. Me tornei ecológica na época em que chamavam isso de pão duragem. Aos 14 confundi o meu primeiro fio de cabelo branco com um fio de nylon, ingenuidade, por volta dos 30 era desleixada, hoje cabelo branco me dá status de empoderada. Acho chato sair de casa, então criei o hábito de procurar o que se precisa por aqui mesmo…É difícil de achar… vamos ser práticos e inverter esse negócio: Achei isso, e com isso que achei aqui, vou fazer aquilo alí. Começar a partir de alguma coisa é continuar, continuar é co autoria, é econômico, educado e benéfico. _E agora José? _V21!
** Devido ao número limitado de vagas não faremos reserva ou devolução do valor para participantes inscritos